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17.Mar Casa própria longe da crise !


Casa própria longe da crise

Caixa libera, em média, R$ 100 milhões por dia em contratos de financiamento imobiliário

Cristiane CamposRio - A crise financeira internacional não adia o sonho do brasileiro com a casa própria. Para se ter idéia, somente a Caixa Econômica Federal tem liberado, em média, R$ 100 milhões por dia em contratos de financiamento imobiliário. O dinheiro da poupança e do FGTS garante os negócios. De janeiro a setembro, o banco já emprestou mais de R$ 17 bilhões do orçamento habitacional (igual a todo o volume do ano passado, que foi de R$ 17,4 bilhões). No período, o crescimento é de 55%.

 


 

Os números foram anunciados ontem pela presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. Segundo ela, a instituição espera fechar o ano com R$ 22 bilhões em Habitação. Maria Fernanda garante que as taxas de juros e as condições para o acesso ao crédito serão mantidas. “Vamos continuar liberando os recursos. Não temos porque reduzir os contratos imobiliários. O déficit habitacional no País é muito grande, mas a massa salarial está crescendo, ou seja, há demanda”, explicou a presidente da Caixa.

Ela comentou ainda que a captação líquida da poupança foi de R$ 8,5 bilhões e que o recolhimento do FGTS para a conta vinculada dos trabalhadores também está aumentando. Essas são as principais fontes de recursos para financiar a casa própria no Brasil. A Caixa oferece empréstimo de até 100% do valor do imóvel. O prazo de pagamento pode chegar a 30 anos e as taxas de juros variam de 6% a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O banco também opera com a taxa prefixada.

Na Carta de Crédito FGTS, o imóvel tem que custar até R$ 130 mil e a renda máxima é de até R$ 4.900. A modalidade permite a compra de unidades novas, usadas e na planta. Quem for cotista do FGTS ainda tem redução de meio ponto percentual nos juros anuais. Nessa linha, os interessados não podem ter imóvel próprio. A garantia da operação será a alienação fiduciária, que permite a retomada do bem mais rápido em caso de inadimplência. Também foi criada com recursos do Fundo de Garantia, a linha Pró-Cotista, voltada para quem recebe acima de R$ 4.900 — juros de 8,66% ao ano mais TR. Nesse caso, o orçamento é de R$ 1 bilhão.

Outra opção é o empréstimo com dinheiro da poupança, conhecido como Carta de Crédito SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). O financiamento chega a 80% do valor do imóvel, avaliado em até R$ 350 mil, e o limite de crédito é de R$ 245 mil. O contrato é assinado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que limita a taxa de juros em 12% ao ano mais TR.

Em função da crise internacional, Itaú, Bradesco e Unibanco foram os primeiros a elevar as taxas de juros no financiamento imobiliário. Real, HSBC e Santander mantiveram as condições.

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